Sindicato dos Rodoviários denunciam irregularidades em Juiz de Fora

Sindicato dos Rodoviários denunciam irregularidades em Juiz de Fora

11 de abril de 2019 Off Por Redação Revista do Ônibus

O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (Sinttro) protocolou na Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) de Juiz de Fora duas denúncias contra empresas responsáveis pelo transporte coletivo urbano na cidade.

Os ofícios relataram à Settra de que a Goretti Irmãos Limitada (GIL) não estava recolhendo corretamente o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores e que um micro-ônibus da Transporte Urbano São Miguel (Tusmil) está circulando sem cobrador, descumprindo a lei municipal que proíbe a dupla função dos motoristas.

Pendências trabalhistas

De acordo com o presidente do Sindicato, Vagner Evangelista, após as denúncias, a direção apurou junto à GIL e comprovou que o depósito do FGTS não é feito desde 2018.

“Tem mais ou menos um ano que não é feito o recolhimento. A empresa tem entre 800 e 900 funcionários e não temos estimativa do montante devido aos trabalhadores”, explicou.

Segundo Evangelista, os impactos já foram percebidos na rotina dos funcionários. “Eles poderiam usar o dinheiro para comprar ou amortizar dívidas de imóveis e não estão conseguindo. Desta forma, os trabalhadores estão apreensivos com o não pagamento por parte da empresa”.

Conforme o presidente, o sindicato entrou em contato com a empresa, mas não recebeu resposta do motivo do atraso no recolhimento do funcionário do FGTS. “O Ministério do Trabalho já foi acionado para intervir, assim como a Prefeitura, em prol de uma encontrar uma solução”, contou.

A assessoria da Settra informou que solicita aos consórcios a regularidade trabalhista. “A última solicitação foi no ano passado, quando foi constada normalidade. Para este ano a pasta já está oficializando o pedido aos consórcios e caso seja constada alguma irregularidade, as providências cabíveis serão tomadas”, explicou sem informar mais detalhes.

Em nota enviada, a empresa GIL explicou que a empresa realmente teve alguns problemas com a contribuição, mas tomou medidas para que não houvesse prejuízos a qualquer funcionário e nem o período divulgado pelo Sindicato é o que ficou pendente. E, nesta semana, foi realizado um protocolo para o parcelamento da pendência restante e está regularizando o recolhimento do Fundo para seus funcionários.

Micro-ônibus sem cobrador

O sindicato também ressaltou que um micro-ônibus da linha 549 que atende aos bairros Dom Bosco e Jardim Laranjeiras, da empresa Tusmil, estava circulando sem cobrador, o que é proibido por lei municipal sancionada em fevereiro.

Vagner Evangelista disse que saiu de uma reunião sobre este assunto na manhã desta quinta-feira (11) com a Settra. “Ficou decidido que a Secretaria vai notificar empresa e mandar colocar o cobrador. Vamos verificar para ver se a norma será cumprida”, explicou.

Sobre a situação do micro-ônibus, a Secretaria confirmou que o documento do Sinttro foi recebido pela pasta e que haveria uma reunião para discutir o assunto. “Inclusive, adequações necessárias, referentes a lei, já estão sendo providenciadas”.

De acordo com a assessoria jurídica da Tusmil “as empresas entendem não ser caso de dupla função, para o que há suficiente disciplinamento em legislações trabalhistas e em instrumentos normativos”.

Com informações da TV Integração