Rodoviária de Porto Alegre pode ganhar nova concessão

Rodoviária de Porto Alegre pode ganhar nova concessão

4 de abril de 2019 Off Por revistadoonibus

A Veppo, que executou o processo de construção do prédio da rodoviária, concluído em 1970, opera a venda de passagens e o prédio desde a aquela época por meio de contratos de permissão. Contudo, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) aponta desde 2014 irregularidades no contrato e pressiona o governo estadual para regularizar o serviço. Em julho daquele ano, o órgão deu seis meses de prazo para que a licitação fosse realizada, o que não ocorreu.

Melhorias em infraestrutura

De acordo com o Diretor de Transportes Rodoviários do Daer, a demora se deu por um imbróglio envolvendo a necessidade de inclusão da determinação de obras. “Foi um dos pontos que mais debatidos, porque entendemos que a venda de bilhetes e as reformas são dois fatores distintos. Houve um movimentos dos comerciantes que insistiam para não licitarmos os dois juntos, mas não existe essa possibilidade. É natural que o Estado transfira para o concessionário todas as obrigações de melhorias”, argumenta, explicando que a Veppo não se comprometeu a fazer reformas por não ter garantias de que permaneceria no comando de operação.

Hagemann argumenta que a rodoviária é “extremamente funcional” em seu tamanho atual. “Não temos necessidade de ampliação, porque ela atende bem toda a demanda do transporte intermunicipal, interestadual e até mesmo internacional”. Assim, comenta que o que será feito é uma adequação à legislação, com a construção de estruturas de acessibilidade, salas de embarque e desembarque, áreas de descanso e renovação das pistas. “Vai ser tornar muito mais seguro, não existe a hipótese de continuar com as pessoas transitando com malas entre os ônibus, como é hoje. Há uma série de investimentos que a gente precisa considerar.”

Ele também descarta a mudança de local: “Não existe, por parte do Estado, nenhuma hipótese disso. Os ônibus que chegam não interferem no trânsito e a população está habituada. Os problemas de fluxo começaram nos últimos 25 anos, e a rodoviária está lá há quase 50”, defende. Ele entende que transferência alteraria o plano diretor da cidade e uma série de investimentos em outras questões de mobilidade. “O que pode ocorrer é a Prefeitura passar a entender a localização é inadequada e insistir que troque para outro endereço, mas não isso não depende só de um decreto do prefeito”, frisa. “Para o Daer, está no local adequado.”

Com informações do Correio do Povo