Motoristas de ônibus da UFF entram em greve quinta-feira dia 4 no Rio

Motoristas de ônibus da UFF entram em greve quinta-feira dia 4 no Rio

31 de março de 2019 Off Por Redação Revista do Ônibus

A partir da próxima quinta-feira (4), se nenhuma decisão for tomada, milhares de estudantes e servidores da Universidade Federal Fluminense (UFF), devem ficar sem o transporte. Neste sábado (30) pela manhã, foi realizada uma assembleia na sede do Sindicato dos Rodoviários de Niterói e Arraial do cabo (Sintronac), onde ficou decidido que os rodoviários que prestam serviço para a UFF entram em greve por tempo indeterminado.

A iniciativa da greve segue em protesto contra a suspensão do contrato de prestação de serviços entre a empresa Luso Brasileira e a instituição de ensino, anunciada para 25 de abril. A medida, tomada unilateralmente pela empresa, provocará a demissão de 75 motoristas de ônibus, que atuam em todo o Rio de Janeiro e em outros estados no transporte de estudantes e servidores da UFF.

Na segunda-feira (1º/04), o sindicato pedirá, em caráter de urgência, a mediação do Ministério Público do Trabalho para evitar a anulação do contrato e as demissões. A diretoria da Luso Brasileira afirma, em seu comunicado enviado à UFF, datado de 25 de março de 2019, que a instituição está há sete meses atrasada com o pagamento pela prestação do serviço de motoristas de ônibus.

“Os rodoviários estão recebendo com atraso seus pagamentos e não recebem as diárias de viagens e as horas extras. A empresa afirma que vai demitir todos e não tem recursos para indenizá-los. Isso fere da legislação trabalhista e é injusto para com os trabalhadores. Por isso, acionaremos o Ministério Público do Trabalho e vamos comunicar formalmente a decisão da assembleia”, afirma o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira.

O Sintronac enviou, na segunda-feira (25/03), um alerta para a Reitoria da Universidade Federal Fluminense (UFF) e para a empresa Luso Brasileira sobre a paralisação no serviço de transporte, o BusUFF, caso os pagamentos dos trabalhadores não fossem regularizados.